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Apr 02, 2026 • Recorded Future

Panorama do cibercrime na América Latina e Caribe

Este relatório oferece uma visão geral das tendências e desenvolvimentos no ecossistema cibercriminoso da América Latina e do Caribe (LAC) em 2025.

Source
Recorded Future
Category
other
Severity
low

Summary

Este relatório oferece uma visão geral das tendências e desenvolvimentos no ecossistema cibercriminoso da América Latina e do Caribe (LAC) em 2025.

Published Analysis

Este relatório oferece uma visão geral das tendências e desenvolvimentos no ecossistema cibercriminoso da América Latina e do Caribe (LAC) em 2025. Resumo executivo Este relatório apresenta uma visão geral das tendências e desenvolvimentos no ecossistema do cibercrime na América Latina e Caribe (LAC) em 2025. O Insikt Group descobriu que os agentes de ameaças que operam na região da América Latina e Caribe (LAC) ou que a têm como alvo usam predominantemente aplicações cliente-servidor e plataformas de mensagens criptografadas de ponta a ponta, como o Telegram, bem como a dark web estabelecida em inglês ou russo e fóruns de acesso restrito, para se comunicarem e realizarem atividades. Os agentes de ameaças demonstram crescente sofisticação nas operações, adaptando táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) ao longo do tempo, embora ainda dependam principalmente de métodos tradicionais, como phishing e engenharia social, distribuição de malware e ransomware. Com base na nossa análise, determinamos que Brasil, México e Argentina foram os países mais visados por cibercriminosos com motivação financeira, provavelmente por serem as maiores economias da América Latina e Caribe. Além disso, com base nesta pesquisa, o Insikt Group descobriu que os agentes de ameaças frequentemente visavam a setores críticos, como saúde, finanças e governo, pois esses setores detêm dados valiosos, enfrentam urgências operacionais e, às vezes, dependem de sistemas legados que podem ser vulneráveis. Principais descobertas O Insikt Group avalia que o fórum criminoso DarkForums e a plataforma de mensagens Telegram são os principais fóruns de acesso restrito e plataformas de comunicação usados por agentes maliciosos que operam na região da América Latina e Caribe ou que têm essa região como alvo. Os agentes de ameaça que operam na América Latina e Caribe (LAC) ou que têm como alvo a região são geralmente motivados por interesses financeiros e frequentemente adotam engenharia social, ransomware e várias formas de malware em aparelhos móveis, a fim de terem acesso inicial a instituições governamentais, financeiras e de saúde. Em 2025, o Insikt Group registrou 452 incidentes de ransomware que afetaram a região da América Latina e Caribe. Os cinco setores mais afetados foram saúde, manufatura, governo, tecnologia da informação e educação, que registraram um aumento considerável nos ataques em comparação ao ano anterior. O Insikt Group continuou a identificar trojans bancários sendo usados por agentes de ameaças; os mais usados são as variantes já estabelecidas. Especificamente, os agentes maliciosos usaram trojans bancários em campanhas de smishing direcionadas a usuários do WhatsApp para terem acesso a dados financeiros e roubarem credenciais. O Insikt Group identificou o LummaC2 como o ladrão de informações (infostealer) mais prolífico, afetando organizações na América Latina e Caribe no primeiro semestre de 2025; e o Vidar no segundo semestre, após a desarticulação das atividades do LummaC2 pelas autoridades policiais.